Como o estudo começou
O caso Santa Rosa
Tudo começou numa urna do Acre, muito característica. Este é o caminho que fizemos para entender o padrão dela.
Parte 1 · A urna
Flávio na frente no 1º turno, Lula com quase 4 vezes mais votos no 2º turno
Voto para presidente em cada urna da cidade, do 1º para o 2º turno, pelo boletim de urna. “—”: a seção não existia em 2022.
Parte 2 · Como chegamos nela
Uma comparação urna por urna
Parte 3 · Os arquivos oficiais
A mesma máquina nos dois turnos
Cada urna deixa no site do TSE três arquivos: o boletim (o resultado que ela imprime ao fechar), o voto a voto (cada voto gravado, sem dizer quem votou) e o registro (tudo o que a urna fez, segundo a segundo). Contamos o voto a voto desta urna: ele soma exatamente o resultado do boletim, nos dois turnos.
O registro vem compactado em 7-Zip (arquivo .jez). Dentro dele, o arquivo logd.dat é texto: uma linha para cada coisa que a urna fez.
Parte 4 · O registro, linha a linha
Dois votos seguidos com o mesmo tempo
Lendo o registro desta urna linha a linha, apareceu o que depois virou o caso “compasso”: votos seguidos gravados exatamente com o mesmo tempo entre um e outro. O tempo de cada voto vai do voto gravado anterior até ele.
As linhas estão como no arquivo oficial: a hora, o que a urna fez e o código de conferência que a própria urna calcula para cada linha. O número à esquerda é o da linha no arquivo. O registro diz que o título foi digitado, mas não traz o número do título.
Parte 5 · A pergunta seguinte
Isso acontece no resto do Brasil?
Da urna 95, a mesma leitura do registro foi feita nas urnas da cidade, depois em outras cidades e, por fim, em todas as urnas do país, nos dois turnos. Demos a essa continuação o nome de caso “compasso”.
O registro da urna diz quando cada eleitor votou, não em quem.